15.4.07
José Sócrates e a Licenciatura Fatídica
Inevitavelmente, o assunto do momento impõe-se-me na agenda. Impossível fugir-lhe, por mais que se evoquem outros temas de comprovada importância para o País.
Certamente que nos últimos 100 anos, nunca se terá visto em Portugal um Primeiro-Ministro de tal maneira atrapalhado, sob tão pesadas suspeitas de haver praticado, por acção, por omissão ou por conivência, tão graves irregularidades, na obtenção de um simples diploma de Licenciatura.
Logo na 4ª feira passada, dia 11 de Abril, após a ansiada entrevista à RTP do Primeiro-Ministro de Portugal, José Sócrates, de seu nome próprio, sem títulos, nem adornos, legítimos ou ilegítimos, tinha pensado escrever aqui um artigo com alguma extensão, que verdadeiramente expressasse aquilo que entendo da trapalhada em que este nosso concidadão se meteu e se enreda a cada explicação que dá ou a cada pormenor que a ela se acrescenta, para seu desdouro e para nossa martirizada desventura de povo habitualmente dócil, mas não totalmente desprovido de razão.
À hora em que escrevo, receio bem que, com a catadupa de incongruências que se acumulam, acabe até por perder a oportunidade de emitir opinião sobre o assunto, visto admitir já, naturalmente, a possibilidade de, entretanto, José Sócrates se demitir ou vir a ser demitido do cargo, por insustentável falta de credibilidade política.
A sua idoneidade moral encontra-se, a partir deste momento, ferida de morte, por sua inteira culpa e não por acção de outrem, como certos comentadores, aflitos, mas descarados, nos tentam impingir.
A estes aprendizes de advogados do diabo devemos recordar-lhes que, sendo eles próprios pessoas inteligentes, cultas e experimentadas nas diversas contingências da vida, porventura embevecidos com a sua imaginada capacidade de persuasão, caem num erro fatal, se desprezam a inteligência e o senso moral dos seus leitores ou interlocutores.
Assez c’est assez. Nou en avons assez. Enough is enough, apetece dizer nos idiomas mais praticados entre nós. Desta vez passaram das marcas. Não nos tomem por ingénuos, por parvos ou por distraídos. Hoje temos a Internet, não estamos submetidos às suas versões dos acontecimentos.
Podemos debatê-los, averiguá-los, esclarecê-los, sem necessidade da sua intercessão mediática. Neste imenso meio, há de tudo, como também no deles, não se percebendo porque muitos se referem à blogosfera num tom habitualmente ultra-desdenhoso, como se eles pairassem num Olimpo asséptico, impoluto.
Abençoada tecnologia, poderíamos exclamar, que nos libertou do jugo do compadrio mediático largamente preponderante, em Portugal, com as naturais e honrosas excepções, cada vez em menor número, como bem sabemos, pelas perversões de toda a ordem que se topam por aí.
Alguns pressurosos acólitos do PM, geralmente bem acomodados nas prebendas do costume, facultadas pela nomenclatura política vigente, pretenderam fazer-nos crer que a entrevista fora plenamente esclarecedora e que as dúvidas quanto à Licenciatura do Primeiro-Ministro se haviam dissipado, com as suas declarações e com os documentos de que, na entrevista, se fez acompanhar, ainda que as câmaras não no-los tivessem mostrado.
Vários desses fâmulos surgiram logo, assanhados, tentando impor uma versão mitigada dos factos, dando por encerrada a questão, com o sumo desplante de lançar o opróbrio sobre quem aludia a questões de carácter ou da sua falta em todo o processo. Precipitaram-se, porque tão depressa ela não se esgotará, nem terminarão as discussões que ela continuará a suscitar, tão fértil é o seu manancial.
Todos os pormenores da trapalhada foram já abundantemente dissecados por António Balbino Caldeira, no Portugal Profundo, sua tribuna privada, de onde há cerca de dois anos iniciou a sua tarefa de investigação e dilucidação da misteriosa Licenciatura socrática, passe a expressão, porventura deslocada, pela nobreza do termo associado, oriundo da velha Hélade, pátria cultural querida de muitos, matriz suprema do pensamento ocidental.
Seria preciso que um cidadão fosse muito cândido, dotado de uma alma demasiado benévola, a raiar a debilidade espiritual, para acreditar na tese de José Sócrates.
Com efeito, obter condições tão vantajosas no plano das equivalências curriculares, sem sequer apresentar prova de habilitações anteriores, frequentar a «Universidade» Independente, no ano lectivo de 1995-1996, ao mesmo tempo que era Secretário de Estado do Ambiente do 1º Governo de António Guterres - o tal que fugiu do pântano, em lugar de o combater - com uma agenda carregada, como costumam ter os membros de um qualquer Governo, tanto que nem dispõem da maior parte dos fins-de-semana, gastos em inaugurações e visitas protocolares e, mesmo assim, chegar a Julho de 1996, com as 4 ou 5 cadeiras que lhe haviam proposto para completar a Licenciatura, todas feitas, com notas elevadas, sem sequer deixar para 2ª época um trabalho final, um Projecto, é obra notoriamente inverosímil, mesmo se contando com a ajuda do tal Professor providencial, que lhas leccionava todas, como já lhe havia também leccionado algumas no estabelecimento de ensino que Sócrates anteriormente frequentara.
Só quem não faça ideia do que seja preparar estudos finais de disciplinas de qualquer especialidade de Engenharia pode crer em tal façanha.
Mesmo os estudantes normais, a tempo inteiro, jovens, de mente fresca, aplicados e bem ritmados dos estudos dos anos anteriores, têm dificuldade em terminar os trabalhos em Julho, no seu último semestre lectivo, quanto mais alguém nas circunstâncias em que José Sócrates se achava, de dia com tarefas no Governo, com contestações e oposições políticas e sociais, com compromissos variados de agenda aos fins-de-semana, e à noite, a frequentar aulas, a estudar, a desenvolver os Projectos de fim de curso, etc., etc.
Nem com muito boa vontade ou com simpatia política tal parece possível de aceitar. Duvido que os socialistas engenheiros engulam esta versão, salvo se tiverem abdicado da integridade da sua própria consciência.
Um simpatizante ou mesmo militante partidário, por esse facto, não perde a sua autonomia de pensamento, se este nele existe, só incorporando no seu espírito aquilo que merece o seu acordo, o seu assentimento intelectual. Caso contrário, ele transfigura-se noutra coisa, numa espécie de robot programado para aceitar e repetir verdades alheias que o seu próprio intelecto haveria de rejeitar se funcionasse com autonomia.
No presente imbróglio, são tantas as suas vulnerabilidades que custa a creditar que haja quem as possa iludir.
Tatar-se-á de uma coincidência que este Professor providencial, António Morais, seja militante do mesmo partido, ex-assessor de Armando Vara, colega de Governo de Sócrates e tenha sido sempre, posteriormente, nomeado para cargos importantes da Administração Pública, bem como contemplado com adjudicações de obras ou projectos de iniciativa governamental, sempre que Guterres e Sócrates estiveram em exercício?
Para não falar de outras figuras, igualmente nomeadas por Sócrates para lugares de topo da Administração Pública, uma delas até com escassa e recente formação universitária, de resto concedida pela mesma «Instituição» em que Sócrates se terá licenciado, agora suspensa por irregularidades de toda a ordem, com os Reitores todos presos. Acharemos estes casos todos normais e sem ligação uns com os outros ?
Tudo isto entra pelos nossos olhos adentro, como uma terrível montanha de irregularidades formais e materiais : declarações diversas e contraditórias do visado, preenchimento em duplicado de documentos, na Assembleia da República, com incongruências nas Habilitações Académicas declaradas, diplomas diversos com datas trocadas, com notas diferentes nas mesmas cadeiras, diplomas assinados por Reitor, que, afinal, ao tempo, não o era, e pela filha, que desempenhava funções administrativas na dita universidade, etc., etc., tudo envolto num rol de trapalhadas que justificam todas as dúvidas e que colocariam numa posição extremamente crítica o cidadão comum José Sócrates, quanto mais o cidadão que é, presentemente, Primeiro-Ministro de Portugal.
Mas se o processo é desonroso para Sócrates, ele não o é menos para todos nós, porque espelha todo ele uma profunda degradação moral das Instituições e das supostas elites que dirigem o País e que, não por acaso, o quiseram antes abafar e agora o pretendem desvalorizar e rapidamente encerrar.
Escândalo após escândalo, a credibilidade dos nossos dirigentes se afunda, sem remédio. E não será por eventual falta de alternativa que haveremos de desculpar o que vemos acontecer. Lembremo-nos de que, em Democracia, há sempre alternativa, como, ainda há pouco tempo, insuspeitos arautos da dita no-lo asseguravam com voz altiva.
Por muito que desagrade a algumas figuras subitamente abespinhadas por considerações de ordem moral tecidas a respeito deste imbróglio, é justamente nesse plano que elas têm de ser formuladas. Acaso poderia ser de outra forma ?
Cabe aqui também, a talho de foice, perguntar : onde parará, neste amálgama, a tão decantada e apregoada ética republicana, laica e socialista ?
Como pode um homem sobre quem impendem todas estas graves suspeições exercer com autoridade a alta função em que está investido ? Como podem os seus advogados de circunstância dispor-se a defendê-lo ou a justificar as suas alegações ?
Neste ponto, convirá que sejam retidos os nomes dos que se prestaram e prestam a tão indecorosa atitude de cobertura moral do imbróglio, não para os queimar num qualquer pelourinho, mas para que nunca mais venham a enganar ninguém.
Nos grupos políticos, os de inspiração comunista, PCP e Bloco, esforçam-se por dissimular um apoio real a Sócrates, denunciando, mais uma vez, a sua proverbial duplicidade de critérios, quando não um rematado cinismo político.
Noutra esfera, ainda mais surpreendente, no PSD e no CDS/PP, também há quem se tenha prontificado a dar cobertura a todo o processo, amparando José Sócrates, par lá do que sofre a inteligência comum de qualquer cidadão.
Deram, com o seu inconsiderado procedimento, mais um péssimo exemplo ao País, levando-o a concluir, que, nesta como em todas as demais questões políticas que o País discute, nada conta tanto como os interesses envolvidos.
Com pensamentos deste teor podem sustentar-se múltiplas parcerias, mas não se sustentam Nações.
Reside aqui, a meu ver, o busílis da questão. Sigamos, entretanto, os seus próximos episódios.
AV_Lisboa, 14 de Abril de 2007
PS : Como nos idos de 1974-75, cantava então Sérgio Godinho : «... E quem não o combate, é que dele faz parte... Pois é ...»
Comments:
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e eu que por vezes cometo o pecadilho de escrever que já nada me deixa perplexo, tenho mais uma vez de engolir.Bem feito! esqueci-me que em Portugal há sempre um 'cadinho novo que espera por si. Pior ... muito pior é o silêncio cúmplice do Presidente da República, primeiro e depois a desvalorização do facto. Há sempre outro degrau p'ra descer!
Foi um prazer ler-te
Até o Cavaco que devia por dever e formação profissional (professor catedrático) ser o primeiro a impor o rigor e esclarecimento cabal, vem dizer que há coisas mais importantes a decidir para o país!
Batatas, que rico dueto!
AF
Até o Cavaco que devia por dever e formação profissional (professor catedrático) ser o primeiro a impor o rigor e esclarecimento cabal, vem dizer que há coisas mais importantes a decidir para o país!
Batatas, que rico dueto!
AF
Bem postado.O Sócrates não tem mais condições de ser primeiro ministro, a não ser que queiram que todos se sintam autorizados a fazer o mesmo...
Meu Caro António Viriato,
Tem, se calhar, acompanhado a minha posição no «Fio de Prumo». Não vale a pena repetir o que por lá tenho dito. Todavia, não estou de acordo com a tremenda campanha que se tem feito quanto às habilitações académicas do Primeiro-Ministro (PM). Se se levantar a ponta do «tapete da salinha» (não é necessário ir ao do «salão») encontrar-se-á muito pior, mesmo muito pior. O homem (entenda-se o PM) é engenheiro técnico (por ter um bacharelato na área) ainda que não esteja inscrito na respectiva associação, mas disso há muito por esse país fora. Mesmo que só tivesse o 4.º ano de escolaridade não era relevante para ser ou não ser PM. O problema que se está a empolar não tem significado nacional, porque aldrabão já todos nós sabemos que ele é! Onde está a novidade?
Ora o que me parece é que muita gente não quer «pegar o boi pelos cornos» e então tenta outras alternativas. Dito de outra maneira, dê-se luta ao PM no verdadeiro campo da luta dele: no da política e não no da idoneidade pessoal e académica. Sejamos capazes de praticar política frontal e não uma «espécie» de política e moralidade num país pleno de gente imoral, amoral e outras coisas mais.
Politicamente identifico-me com a esquerda - isso é visível no meu blog - mas não estou amarrado, por nenhum tipo de laços, a este ou àquele agrupamento partidário. Como homem de bem e de princípios, não posso e não devo pactuar com faltas de correcção cívica e política. Mas não pactuo com as do cidadão José Sócrates como não pactuo com a de qualquer outro e como Portugal está podre no que toca à correcção cívica, então, o melhor é não mexer nesses vespeiros, porque muita vespa vai ter de «voar»!
Acho que nada mais tenho a comentar.
Cumprimentos
Tem, se calhar, acompanhado a minha posição no «Fio de Prumo». Não vale a pena repetir o que por lá tenho dito. Todavia, não estou de acordo com a tremenda campanha que se tem feito quanto às habilitações académicas do Primeiro-Ministro (PM). Se se levantar a ponta do «tapete da salinha» (não é necessário ir ao do «salão») encontrar-se-á muito pior, mesmo muito pior. O homem (entenda-se o PM) é engenheiro técnico (por ter um bacharelato na área) ainda que não esteja inscrito na respectiva associação, mas disso há muito por esse país fora. Mesmo que só tivesse o 4.º ano de escolaridade não era relevante para ser ou não ser PM. O problema que se está a empolar não tem significado nacional, porque aldrabão já todos nós sabemos que ele é! Onde está a novidade?
Ora o que me parece é que muita gente não quer «pegar o boi pelos cornos» e então tenta outras alternativas. Dito de outra maneira, dê-se luta ao PM no verdadeiro campo da luta dele: no da política e não no da idoneidade pessoal e académica. Sejamos capazes de praticar política frontal e não uma «espécie» de política e moralidade num país pleno de gente imoral, amoral e outras coisas mais.
Politicamente identifico-me com a esquerda - isso é visível no meu blog - mas não estou amarrado, por nenhum tipo de laços, a este ou àquele agrupamento partidário. Como homem de bem e de princípios, não posso e não devo pactuar com faltas de correcção cívica e política. Mas não pactuo com as do cidadão José Sócrates como não pactuo com a de qualquer outro e como Portugal está podre no que toca à correcção cívica, então, o melhor é não mexer nesses vespeiros, porque muita vespa vai ter de «voar»!
Acho que nada mais tenho a comentar.
Cumprimentos
Meu Caro Luís Alves Fraga,
Entendo o seu ponto de vista, mas acho que não podemos tolerar esta aldrabice de fancaria de José Sócrates, que se presume de paladino do rigor, da ciência, da modernidade, que corta direitos adquiridos, sobe impostos, limita regalias sociais, mas nem é capaz de dar o exemplo diminuindo despesas nos seus gabinetes e no Esatdo em geral, que aproveita para ir povoando com amigos políticos. Aqui não pode haver omissão da nossa parte. Eis como vejo a questão pessoal e política de José Sócrates.
Continuo a lê-lo na sua tribuna, sempre com gosto, mesmo se nem sempre com assentimento.
Nada de extraordinário, segundo creio. Nisto se baseia a convivência democrática, como a entendo.
Um abraço.
Entendo o seu ponto de vista, mas acho que não podemos tolerar esta aldrabice de fancaria de José Sócrates, que se presume de paladino do rigor, da ciência, da modernidade, que corta direitos adquiridos, sobe impostos, limita regalias sociais, mas nem é capaz de dar o exemplo diminuindo despesas nos seus gabinetes e no Esatdo em geral, que aproveita para ir povoando com amigos políticos. Aqui não pode haver omissão da nossa parte. Eis como vejo a questão pessoal e política de José Sócrates.
Continuo a lê-lo na sua tribuna, sempre com gosto, mesmo se nem sempre com assentimento.
Nada de extraordinário, segundo creio. Nisto se baseia a convivência democrática, como a entendo.
Um abraço.
Ainda que um pouco a leste de tudo isto que anda a passar-se em Portugal, por não me encontrar no país, não creio que o problema seja discutir se isto é um problema político ou se prende apenas com a vida privada de José Sócrates. Para mim é-me totalmente indiferente se ele é engenheiro licenciado ou engenheiro técnico. Só que será impossível acreditar na idoneidade moral de uma pessoa que aldraba, que é desonesta e que, por sinal, está à frente do nosso país.
Concordo inteiramente consigo. O que quer dizer também que discordo em parte com o que afirma o meu amigo Luís Fraga, pessoa por quem tenho elevada estima e consideração.
Penso que já é suficientemente mau aceitarmos como um dado adquirido o "politicamente correcto" (o que não passa de um mero efemismo da palavra "mentira").
O que se passou com a trapaça de Sócrates revela o seu carácter e daqueles que o rodeiam. Por assim dizer, é mais vigarista do que manda a Lei. Se para um cidadão comum não é admissível que use meios ilícitos para obter um diploma de que necessita para arranjar melhor emprego, para um Secretário de Estado, que nem sequer necessita dele, é demasiado grave.
Sócrates, pelo que fez e por estar a fugir às responsabilidades, está a dar um péssimo exemplo aos nossos estudantes (e aos codadãos em geral)e a colocar em causa a credibilidade do ensino superior.
Claro que agora venceu uma batalha. Mas não ganhou a guerra. Estas coisas têm um preço muito elevado e a factura ser-lhe-á apresentada na pior altura, não tenhamos dúvidas. Pode ter agora o silêncio cumplice da Comunicação Social e das oposiçoes. Mas o seu pedestal continua a ser minado, quanto mais não seja porque não consegue controlar a Internet.
Claro que o desejável seria combater O nosso PM na arena política. E não faltam suspeições. Os Portugueses estão a ser espremidos pelo fisco, o Estado está a fechar as portas de tudo e mais alguma coisa e a crise não dá grandes sinais de melhoria. É altura de perguntar: para onde vai o nosso dinheiro? E o que é mais grave é que se está a ver que este Governo não oferece confiança.
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Penso que já é suficientemente mau aceitarmos como um dado adquirido o "politicamente correcto" (o que não passa de um mero efemismo da palavra "mentira").
O que se passou com a trapaça de Sócrates revela o seu carácter e daqueles que o rodeiam. Por assim dizer, é mais vigarista do que manda a Lei. Se para um cidadão comum não é admissível que use meios ilícitos para obter um diploma de que necessita para arranjar melhor emprego, para um Secretário de Estado, que nem sequer necessita dele, é demasiado grave.
Sócrates, pelo que fez e por estar a fugir às responsabilidades, está a dar um péssimo exemplo aos nossos estudantes (e aos codadãos em geral)e a colocar em causa a credibilidade do ensino superior.
Claro que agora venceu uma batalha. Mas não ganhou a guerra. Estas coisas têm um preço muito elevado e a factura ser-lhe-á apresentada na pior altura, não tenhamos dúvidas. Pode ter agora o silêncio cumplice da Comunicação Social e das oposiçoes. Mas o seu pedestal continua a ser minado, quanto mais não seja porque não consegue controlar a Internet.
Claro que o desejável seria combater O nosso PM na arena política. E não faltam suspeições. Os Portugueses estão a ser espremidos pelo fisco, o Estado está a fechar as portas de tudo e mais alguma coisa e a crise não dá grandes sinais de melhoria. É altura de perguntar: para onde vai o nosso dinheiro? E o que é mais grave é que se está a ver que este Governo não oferece confiança.
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